
Desastres da Guerra
I
A morte impõe rigorosidade na guerra,
Com um véu de luto cobre toda Terra;
Certezas infelizes e presságios de dor,
Onde impera o ódio, não existe amor.
A razão se perde no caos da batalha,
Reina a violência, a peste se espalha,
Órfãos sem abrigo e vítimas da fome,
Corpos em pedaços jazem sem nome.
Focos de incêndios, bombas e ruínas,
Mísseis antiaéreos, armas assassinas;
A verdade morre por causa do conflito,
Restam as mentiras para o povo aflito.
Nada vale a glória por um genocídio:
A única conquista está no precipício;
Almas maltratadas pela brutalidade,
Mentes destruídas, muita crueldade!
II
Máquinas pesadas, feitas para o mal,
Feridas incontidas, destinação fatal;
Olhos de amargura postos a chorar:
Triste resultado, não deu para evitar.
A ventania sopra as cinzas pelo ares;
Solo degradado, sangue pelos mares,
Memórias das vidas ceifadas em vão:
Segue amordaçada a voz do coração.
Tropas em fileiras rumam ao horror,
Com pesados fardos e pouco valor;
Táticas covardes, inocentes mortos:
Passam os tiros, ficam os destroços.
Sem uma defesa, famílias fuziladas,
Os prisioneiros pagam pelas balas,
Trabalhos forçados, calabouço frio,
Lutas em função de um ideal vazio!
III
Poucos sobrevivem à tal desolação,
Entregues à angústia e à desilusão,
Grande sofrimento traz insanidade,
Indelével marca da desumanidade.
A honra em trapos, pesadelos vivos,
Fogo cruzado entre desconhecidos,
Ruas pestilentas e cidades desertas:
Entram na história máculas eternas.
A humanidade paga um alto preço,
Sem achar a cura para o desespero,
Sombras do abismo turvam a visão:
Talvez ainda exista alguma solução.
Corrigir os erros de um vil passado
Para que o futuro venha iluminado;
Plantar esperança e a boa vontade:
Assim a paz floresce na sociedade!
Disasters of War
I
Death imposes its stricture through war,
With a veil of grief it covers all the Earth;
Unhappy certainties, harbingers of pain,
Where hatred prevails, there is no loves.
Reason is lost in the chaos of battle,
Violence reigns, the plague spreads,
Helpless orphans, victims of hunger,
Corpses in pieces lie without names.
Campfires, explosives and ruination,
Anti-aircraft missiles, killer weapons;
The truth dies within a confrontation,
Lies remain for the afflicted peoples.
Nothing is worth the glory of a genocide,
The only gain is to fall over the precipice:
Souls lacerated at the hands of brutality,
Twisted minds, a great trading of cruelty!
II
Weigh machines engineered for evil,
Uncontained wounds, a fatal destiny,
Bitterness in their eyes as they weep,
Sad outcome, it couldn’t be avoided.
The wind blows the ashes through the air;
The ground incinerated, blood on the seas,
Memories of many lives butchered in vain:
Muzzled is sounds comes from the hearts.
Troops in ranks are heading for horror,
With a heavier burden and little values;
Coward tactics, innocents slaughtered:
The shots pass, the wreckage remains.
Without a defense, families are shot,
The prisoners paying for the bullets,
Enforced labor, in the cold dungeon,
Fighting according to an empty ideal!
III
Few people can survive such desolation,
Left behind to the angst and desillusion,
Great suffering leads to mortal insanity,
Indelible imprint of hideous inhumanity.
The honour in a rag, living nightmares,
Crossfire between wayfaring strangers,
Pestilential streets and deserted cities:
Coming into history with eternal stains.
Humankind is paying a heavy price,
Without finding the cure for despair,
Darkness of abyss distort the vision:
Maybe there is still a global solution.
Correcting the mistakes of a vile past
So that the future will be enlightened;
To plant highest hopes and good will:
Thus peace flourishes for the society!