A cada dia o cidadão natalense se surpreende com situações cada vez mais adversas no seu cotidiano. Ausência de serviços urbanos indispensáveis, devido a greves deflagradas por tempo indeterminado, já superlota os precários postos de saúde da capital potiguar, que praticamente vivenciam um surto de virose em sua população, não obstante a isso a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) simplesmente interdita as principais vias de acesso ao centro comercial e administrativo da cidade, sem ter realizado nenhum comunicado prévio a população, uma verdadeira “bomba” na vida dos habitantes da cidade, que já vivenciam um verdadeiro caos total na mobilidade urbana, agora cabe à máxima popular, só falta chover! Porque pior do que está, pode ficar.
Diante da situação praticamente insustentável de uma boa convivência citadina, todo o ônus da falta de comando da capital fica a custo do cidadão que se vê refém das ações de secretários sem prefeito, tomando decisões a sua conta e risco, pois não contam com despacho (deferimento ou indeferimento) de ninguém, e pelo visto estas decisões têm sido a revelia da população, o que não está sendo nada surpreendente dia a após dia em Natal.
A ausência do prefeito Carlos Eduardo (PDT) se justifica por uma agenda na Espanha com possíveis investidores que já o fizeram promessas, de talvez, terem, quem sabe, a intenção de investir em Natal, mas a Espanha não é um dos países europeus mais afetados pela crise financeira global??? Em fim, segundo argumenta o procurador-geral do Município, Carlos Castim, “O município não está sem prefeito. Carlos Eduardo ainda é, pois não existe a obrigação de sua presença, a menos que algo extraordinário aconteça que necessite da presença do representante legal do município.” Com todo respeito ao senhor procurador-geral, de ordinário em Natal só temos a classe política dominante, que é sem brilho, medíocre de pouca e má qualidade e se mostra inferior aos desafios atuais e vindouros.
A pretensa candidata a Senadora e vice-prefeita Wilma de Farias (PSB) com a possibilidade de se torna inelegível nas eleições de 2014 caso assumisse a prefeitura nesta data, simplesmente na oportunidade da ausência do prefeito Carlos Eduardo (PDT) “sumiu” e nem os seus assessores de comunicação dão conta do seu paradeiro… essa postura demonstra o nível de comprometimento público daquela que pretende ser Senadora, que em situação que possam impedir seus planos de assumir maiores exercícios de poder, vale tudo, até abandonar o tão caro e querido eleitor, que vale ressaltar, é cidadão o resto do ano e não apenas no dia da eleição.